Tho’rak, um guerreiro élfico lendário, participou de inúmeras guerras nos primeiros séculos de Erendorn. Durante uma de suas viagens, conheceu uma freira chamada Vahull.
Foi amor à primeira vista.
Vahull ensinou a Tho’rak os segredos da cura espiritual. Mas Tho’rak possuía um coração tão nobre, justo e inabalável que algo diferente aconteceu.
Os deuses o tocaram.
Ele passou a canalizar magia de cura diretamente em sua espada e em seu escudo, transformando fé em aço, e aço em luz.
Assim nasceu o primeiro Paladino.
Tho’rak percebeu que não era apenas um guerreiro curado. Ele havia se tornado algo novo.
Um protetor absoluto. Um juiz de guerra. Um escudo vivo.
Com o apoio da Igreja Católica, ele fundou a Ordem dos Paladinos e, com auxílio de um dos primeiros reis anões do norte de Miralorn, construiu uma grande guarnição sagrada para treinar e manter um exército de Paladinos.
Assim nasceu oficialmente a classe Paladino.
O Paladino não luta por glória. Ele luta por:
Ele não busca vencer. Ele busca impedir que o mal avance.
Após o Ato do Tabu envolvendo Vahull, Tho’rak mandou erguer uma estátua de ouro em sua homenagem.
Ele passou a rezar para ela. E a declarou, em segredo, como deusa.
Desde então, os Paladinos continuam a orar por Vahull — escondidos da Igreja Católica, que jamais reconheceu oficialmente sua divindade.
Assim, todo Paladino vive dividido entre: A fé pública da Igreja. E a devoção secreta a Vahull.
O Paladino é a muralha que anda. Ele combina:
Ele pode proteger um exército inteiro… ou tombar sozinho para que ninguém mais caia.
Os Paladinos são uma das poucas classes que podem atuar sem vínculo direto com a Guilda de Aventureiros.
Isso ocorre por um tratado entre: Igreja Católica, Guilda de Aventureiros e Ordens Paladinas.
Eles possuem autonomia, influência e autoridade própria. Por isso, Paladinos estão sempre presentes em: Grupos de aventureiros, Exércitos, Conselhos de guerra, Reuniões políticas, Tratados entre reinos.
Onde um Paladino fala, reis escutam.
Os Paladinos são a prova viva de que a fé pode nascer do amor. Mas também de que o amor pode se tornar heresia.
Eles são: A espada da Igreja. O escudo dos inocentes. E a lembrança viva de Vahull.
“Onde um Paladino permanece de pé, o mal não avança — mesmo que o mundo inteiro caia ao redor.”
Todo Paladino carrega três juramentos:
Mesmo que isso o coloque contra reis, igrejas ou deuses.